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A dor da dor

Eu sempre tive muito medo de lidar com a morte.

Tinha muito medo de perder os meus avôs. Não imaginava sequer essa possibilidade. E acabei perdendo o meu pai. Nesse ano tive duas grandes perdas. Em janeiro, perdi minha avó, mãe do meu pai. Porém todo o nosso sofrimento foi massacrado dentro de nós mesmos. Porque naquele momento, nossa luta tinha que continuar em razão da recuperação do meu pai, que perdeu sua mãe também na luta contra o câncer.

Foi duro. E alguns meses mais tarde, vi que meu pai depois de acabar o tratamento, estava ficando debilitado. Até 20 dias antes de falecer ele dirigia, ficava bravo, comia o que tinha vontade.

Todos os dias que eu saia a noite, eu chegava em casa e meu pai levantava para tomar água. Me lembro a última vez que ele fez isso sozinho. Acabei de entrar no meu quarto  e escutei ele caindo. Depois daquele dia, meu pai nunca mais levantou da cama sozinho. Era a 3° queda. Com dificuldades, começou andar na cadeira de roda. Alguns dias mais tarde, descobrimos que a diabete dele estava em 500, ele que nunca sofreu disso. Ficou internado por 04 dias. E no último dia, ouvir do médico que ele teria pouco tempo conosco foi a maior dor da minha vida. Mais eu tinha fé que tudo ia dar certo. Eu pedia para Deus e todos os santos possíveis a cura. Mais depois de 01 dia em casa, ele faleceu.

Junto com ele, foram os meus sonhos. Minha vontade de viver, minha vontade de sorrir.

O que mantem viva, é saber que minha mãe está aqui comigo. Que meu namorado está do meu lado, e que minhas irmãs sempre estão  presentes. E que meu cachorro precisa do meu amor.

Muitas coisas perderam o sentido. E eu não sei se acredito mais em Deus.

Não consigo entender porque essas coisas acontecem com pessoas como o meu pai. Que sempre quis o bem...e sempre fez o bem!


Até logo!


Luzinha



Escrito por Luzinha às 18h49
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